Municípios decretam situação de emergência devido às chuvas dos últimos dias

Capão do Leão e São José do Norte recorrem à medida na intenção de oficializar os danos e viabilizar a recuperação das áreas mais afetadas.

Pessoas desabrigadas, ruas em péssimas condições e cidades em estado de risco. Essas foram algumas das consequências das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias.

f1
Um novo canal próximo ao existente no leito da via férrea, no Capão do Leão, foi aberto devido à precipitação das chuvas. (Foto: Defesa Civil)

No Capão do Leão, não houveram famílias desalojadas ou desabrigadas, mas os alagamentos em áreas como Parque Fragata e Jardim América, motivaram o decreto de situação de emergência em nível municipal. Em São José do Norte, foi registrado apenas um caso de moradores que procuraram refúgio na casa de parentes, pois muitos que tiveram suas residências invadidas pela água preferiram permanecer no local. Contudo, os danos causados à produção de cebola e às estradas vicinais do interior também levaram ao decreto de emergência. O momento agora é de elaboração de relatório dos prejuízos obtidos para que o prefeito possa analisar a questão e decidir se a encaminhará para a Defesa Civil Regional averiguar.

f2
Capão do Leão decretou situação de emergência para prevenir e prestar socorro para as pessoas afim de evitar maiores danos; imagem da rua Euclides Vasconcelos, no Parque Fragata (Foto: Defesa Civil)

Apesar das águas terem baixado, o município de Capão do Leão decretou situação de emergência a fim de acelerar a efetuação de medidas de contenção, uma vez que os canais não estavam dando conta do escoamento. De acordo com o coordenador da Defesa Civil da cidade, Francisco Adilson, já na sexta-feira passada, quando a precipitação atingiu a região, optou-se pela abertura de um novo canal próximo ao existente no leito da via férrea. Isso porque, considerando a previsão climática para os dias seguintes e o histórico de enchentes no local, julgou-se necessária a ação. “Nossa intenção é zelar pela vida e atuar na prevenção e socorro das pessoas para evitar maiores danos”, afirma. Assim, ele conta que foi possível controlar o avanço das águas no lugar e mobilizar a compra dos materiais necessários ao conserto das ruas que ficaram repletas de buracos. Não existem mais vias alagadas e agora as equipes atuam nos pontos mais críticos para limpeza e substituição dos tubos.

Fonte: Diário Popular