Mapeamento de Vulnerabilidades de Áreas Suscetíveis a Deslizamentos e Inundações

Acontece na próxima terça-feira (10), às 14h, na sede do Sindicato dos Municipários de Capão do Leão, a apresentação do projeto que versa sobre mapeamento de áreas propícias a inundações e deslizamentos de terra no município. Este projeto foi financiado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, através do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) e conduzido pelo Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/RS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O projeto contempla  oito municípios gaúchos: Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Rolante, Igrejinha, Encantado, Estrela, São Lourenço do Sul e Capão do Leão.

Três membros do CEPED/RS (eng. Dra. Alexandra Passuello, arq. Dra. Ivana Jalowitzki e arq. Eloisa Giazzon) comparecerão para fazer a devolutiva ao município. A abordagem terá foco em Capão do Leão, no que se refere aos resultados do processo de diagnóstico da realidade face aos processos perigosos de deslizamentos e inundações, baseado nos princípios de interdisciplinaridade, integração entre saber técnico e popular e fomento ao processo participativo. A audiência para a devolutiva também contará com três seminários complementares para compartilhamento de experiências com  Glênio Freitas Junior, secretário executivo da Defesa Civil de Rio Grande; Paulo Santos, coordenador da Defesa Civil de Pelotas;  e Rodrigo Seefeldt, coordenador municipal da Defesa Civil de São Lourenço do Sul.

O desenvolvimento do projeto se estruturou em quatro etapas: proposição de metodologia para análise da vulnerabilidade, com construção de indicadores, definição de níveis para classificação segundo diferentes dimensões e desenvolvimento de um modelo de ponderação; levantamento de dados para caracterização da situação de vulnerabilidade percebida/existente (esse processo foi alicerçado em estratégias de mobilização e sensibilização, incluindo atividades interativas para discussão de aspectos territoriais, sociais e de saúde, realizadas com governo local, defesa civil e moradores). Visitas de campo complementaram a coleta de dados, realizadas para validar percepções e dados registrados nas atividades interativas; elaboração de base cartográfica, gerando mapas de vulnerabilidade a partir da aplicação desta metodologia; e análise dos resultados e estabelecimento de recomendações para cada município.

A partir deste trabalho foi possível desenvolver uma metodologia capaz de identificar a vulnerabilidade dos setores de risco de uma maneira abrangente e participativa, propiciando que a gestão de risco se transforme em um instrumento para tomada de decisões para futuras intervenções, sejam elas estruturais ou não-estruturais, dando apoio à elaboração de políticas públicas de redução de riscos de desastres e garantindo a transversalidade do processo.