Segurança pública – Prefeito, autoridades e lideranças debatem o tema no município

A audiência pública, realizada na tarde de segunda-feira (17), na sede da Câmara Municipal, reuniu diversas autoridades e lideranças  para debater a segurança pública no Capão do Leão.

A falta de efetivo no município foi a principal reclamação ouvida na atividade, promovida pela Prefeitura, Cãmara de Vereadores e Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa.

Com o prefeito Mauro Nolasco, estiveram presentes vereadores,  moradores e representantes de autoridades da segurança pública que atuam na cidade. O debate foi dominado pela denúncia da falta de efetivo e estrutura para combater a criminalidade. Segundo o Prefeito, o efetivo da segurança no município é 50% menor do que no ano 2001. “Nosso contingente trabalha com esforço. Todo mundo está trabalhando como é possível, mas as dificuldades estruturais não permitem bons resultados”, ressaltou.

Para o vereador Marco Aurélio Gomes (PT), “temos um trabalho heroico dos servidores da segurança que aqui trabalham, mas não podemos tapar o sol com a peneira. O povo está com medo. O Capão do Leão precisa de mais segurança e é o estado que precisa proporcionar isso”, finalizou.

O vice-presidente da Comissão, deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), reconhece que a comunidade está atenta e quer soluções. Para ele, é evidente que se faz necessário uma maior presença do estado, através de suas estruturas de segurança. “Estamos mal e cada vez pior. Os municípios estão com metade do efetivo de anos atrás, diminuiu o número de policiais civis, em alguns nem delegado titular tem. É preciso responder a essa realidade com investimentos”, defendeu. Segundo o parlamentar, o principal problema é a diminuição dos recursos para a área, resultado da política de austeridade desenvolvida pelo governo de Sartori. “Agora o governo resolveu deslocar 400 brigadianos do interior para Porto Alegre. Fez isso para responder ao fato de que a nossa capital está incluída entre as 50 cidades mais violentas do mundo. Mas para responder a esse problema, produz outro, deixando os municípios do interior indefesos”, denunciou. Para Mainardi, o aumento do efetivo é o mais básico que deve ser feito. “É preciso fazer novos concursos, contratar e treinar mais servidores para a segurança pública. Não é só isso, mas sem isso não tem solução”, resumiu.

João Ferrer MTE 8079

Edição Assessoria Comunicação.