Cultura

Em Capão do Leão não existe uma predominância étnica e cultural como ocorre em outros municípios, onde a maioria da população é constituída por descendentes de imigrantes europeus, frutos das antigas colônias como é o caso de São Leopoldo e São Lourenço do Sul, composta de alemães, ou Caxias do Sul, por italianos, no qual pode-se perceber os traços culturais na arquitetura, língua, comida, vestuário, festas, religião, etc.

O que ocorre no município leonense, é uma diversidade cultural muito grande devido as miscigenações inter-étnicas, as migrações que vem ocorrendo em diferentes tempos históricos e aos intercâmbios culturais mediados pela globalização, existindo aqui uma população com origens e culturas diversas, composta por brancos, afrodescendentes, descendentes de alemães, espanhóis, portugueses, franceses, italianos, indígenas, uruguaios entre outros.

No entanto, por estar geograficamente situado no sul do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul, prevalece a cultura do gaúcho pampeano, do campeiro que lida com as plantações, criação de gado, ovelhas…, e para celebrar as raízes gaúchas temos o CTG Tropeiros do Sul, CTG Herança Campeira, CTG Sentinela dos Pampas e o Levante da Canção Gaúcha, maior festival de música nativista da região, entre outras instituições e eventos que com orgulho vem mantendo as tradições e os costumes dos gaúchos.

Outra cultura que existe há mais de um século é a dos graniteiros, ou também conhecidos como cortadores de pedra, são homens que através do saber tradicional passado de uma geração para outra através da oralidade, vem mantendo e aprimorando o saber fazer do corte da pedra. Na representação desta identidade cultural e em homenagem a estes trabalhadores, a prefeitura ergueu uma estátua ao Graniteiro no centro da cidade.

Ainda entre as diversidades culturais, a cidade possui a cultura dos esportes de aventura, ciclismo, motociclismo, rapel, of-road, caminhadas, etc., são geralmente pessoas que vem de outras cidades para praticar esses esportes, rodeados pela natureza e por belas paisagens.

Por: Catia Simone da Silva
Bacharel em Antropologia Social e Cultural / UFPel